Práticas de Educação Artística para uma abordagem à transversalidade curricular turma A1
Apresentação
A evolução do paradigma educativo aponta para o desenvolvimento de competências que tendem a aproximar cada vez mais a pedagogia da prática artística. A proposta de cruzar práticas artísticas e pedagógicas, e aplicá-las em contexto de sala de aula, decorre de anteriores práticas formativas que a determinam como essencial para o desenvolvimento profissional dos docentes. Constatamos a necessidade de recurso a diferentes métodos colaborativos, bem como a eficácia de processos e ferramentas artísticas no cruzamento de conceitos e matérias aparentemente diversas. Pretende-se, assim, disponibilizar ao professor algumas das ferramentas e técnicas artísticas que possam ser úteis ao trabalho colaborativo e ao cruzamento de conteúdos disciplinares.
Destinatários
Educadores de Infância, Professores dos Ensinos Básico, Secundário e de Educação Especial
Releva
Para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 8.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, a presente ação não releva para efeitos de progressão em carreira. Para efeitos de aplicação do artigo 9.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores (dimensão científica e pedagógica), a presente ação não releva para efeitos de progressão em carreira.
Objetivos
- Promover a imaginação como ferramenta de acesso e criação de conhecimento; - Aprender e aplicar técnicas colaborativas para solução de problemas e articulação de diferentes matérias; - Estimular o desenvolvimento de competências de expressão e comunicação, noções de confiança e entreajuda, relações de pertença e autonomia face ao grupo; - Promover a auto-escuta e a escuta ativa através da exploração de outras formas de comunicação (contacto físico, contacto visual, gestualidade, expressão facial, utilização da voz) - Estimular o relacionamento criativo de matérias diferentes; - Aplicar exercícios de criação artística ao desenvolvimento de propostas pedagógicas colaborativas entre disciplinas distintas.
Conteúdos
A ação decorrerá em 5 sessões de 3h intercalando exercícios e dinâmicas relativos ao tema, com momentos de enquadramento e reflexão sobre o trabalho. 1. RITUAIS DE INÍCIO E FINAL DE AULA - Começar começando - Sair Fermentando 2. ATIVAÇÃO E DISPONIBILIZAÇÃO CORPO-VOZ-IMAGINAÇÃO - Jogos de convocação e presença - Exercícios de disponibilização física e vocal - Dinâmicas de ativação dos sentidos - Dinâmicas de auto escuta e escuta ativa 3. EXERCÍCIOS PROMOTORES DE ATITUDES COLABORATIVAS E CRIAÇÃO DE GRUPO - Jogo das Operações Concetuais - Ilhas - Constelação de inquietações e soluções - Telegrama 4. TÉCNICAS DE COMPOSIÇÃO E DEVISING APLICADAS À CRIAÇÃO COLABORATIVA DE PROJETOS DE CRUZAMENTO DISCIPLINAR - Criação de banco de recursos coletivo - Criação de glossário comum - Conferência Interdisciplinar - Da Convergência/ Divergência à formação de grupos e criação de projetos - Técnicas de composição e devising 5. DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS EM COLETIVO - Espaço para Criar (exercício adaptado de Open Space Technology)
Metodologias
As sessões terão uma forte componente interativa e prática com predominância para a utilização dos métodos ativo e demonstrativo. Não obstante, haverá momentos expositivos que contextualizarão os materiais e técnicas a abordar, complementando os momentos práticos de exploração e concretização de exercícios. Serão também disponibilizados aos participantes, elementos informativos e formativos que permitam o aprofundamento do tema de forma sustentada.
Avaliação
Esta formação assenta sobretudo no método ativo, uma vez que o domínio dos conteúdos provém da realização de exercícios práticos de experimentação. A avaliação dos formandos terá em conta a assiduidade e participação nas sessões. Será também avaliado o exercício de trabalho autónomo de abordagem dos conteúdos trabalhados em contexto de sala de aula. Elaboração de um documento final de reflexão individual sobre a experiência pessoal derivada da participação na ação e implicações na sua prática letiva. A avaliação obedecerá aos critérios estabelecidos pelo Centro de Formação, de acordo com orientações emanadas do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua. A avaliação será de carácter quantitativo, na escala de 1 a 10 valores.
Bibliografia
ASSIS, Maria de, GOMES, Elisabete Xavier, PEREIRA, Judith Silva, PIRES, Ana Luísa Oliveira (2017) 10x10 Ensaios Entre Arte e Educação; Lisboa: Fundação Calouste GulbenkianBRANDES, Donna, PHILLIPS (1977) Manual de Jogos Educativos; Lisboa: Moraes EditoresKROGERUS, Mikael; TSCHÄPPELER, Roman (2011) The Decision Book: Fifty Models for Strategic Thinking; Profile BooksODDEY, Alison (1996) Devising Theatre; RoutledgeSPOLIN, Viola (2006) Jogos Teatrais, O Fichário; São Paulo: Editora Perspectiva